Quantas vezes você já ouviu alguém dizer que “BIM é só um modelo 3D”?
Essa é uma das maiores confusões do mercado da construção. Quando não conhecemos um conceito, tendemos a simplificá-lo demais, nesse caso, acabamos reduzindo o BIM a algo que ele não é. Para nós, especialistas que trabalhamos diariamente com essa metodologia, é evidente: limitar o BIM à modelagem 3D é um grande equívoco.
BIM é a sigla para Building Information Modeling, que significa Modelagem da Informação da Construção. Provavelmente, foi dessa tradução que surgiu a ideia de que BIM se refere apenas à modelagem 3D. Mas a verdade é que a modelagem tridimensional é apenas o ponto de partida. Ela é necessária, sim, mas não suficiente. O grande diferencial do BIM está no que acontece além da forma.
Quando criamos um modelo 3D de um revestimento, por exemplo, temos apenas uma representação visual. Já no ambiente BIM, esse mesmo modelo contém informações adicionais: a forma de quantificação em metros quadrados, a etapa da obra em que será executado e dados que garantem a fidelidade à proposta inicial. É nessa combinação entre geometria e informação que reside a força da metodologia.
Outro ponto importante é que o BIM não é algo único ou estático: ele possui diferentes níveis de maturidade. Vai desde o BIM 3D, voltado apenas para a modelagem, até níveis mais avançados, como o BIM 4D, que integra o planejamento e o cronograma; o BIM 5D, que traz custos; e até o BIM 7D, focado na operação e manutenção da edificação. Cada empreendimento pode demandar um nível diferente, de acordo com sua fase e complexidade.
Mas talvez a melhor forma de entender o que diferencia o BIM da simples modelagem seja através de um exemplo prático. Imagine um edifício em que o arquiteto modela as paredes em 3D, o engenheiro estrutural projeta as vigas e o projetista hidráulico lança as tubulações. Cada disciplina trabalha isoladamente, e o resultado são modelos tridimensionais bonitos, mas desconectados. Agora imagine esse mesmo projeto em ambiente BIM. Antes da obra começar, um especialista em coordenação percebe que uma tubulação atravessaria uma viga estrutural. O conflito é resolvido no projeto, e não no canteiro. O impacto? Economia de tempo, redução de retrabalho e maior previsibilidade na execução.
Na Canteiro AEC, aplicamos o BIM de forma completa e integrada. Isso significa ir muito além da geração de modelos: coordenamos equipes multidisciplinares, compatibilizamos projetos, integramos informações e acompanhamos o ciclo da construção de ponta a ponta. É dessa forma que ajudamos construtoras e incorporadoras a evitar conflitos, reduzir custos e transformar o canteiro em um ambiente inteligente.
Porque, para nós, BIM não é apenas tecnologia. BIM é gestão inteligente da construção.



